Mensagem

Caboclo Sete Flechas, em 23/08/2025.

"Salve Deus, mureca! Suncês estão bem? Tem que estar, não é assim? Ouçam essa vida nova. Muito bonito de ver, curumim buscando palavra que ainda não sabe. Suncês um dia estiveram nesse lugar. Ou não estiveram? Ou não foram curumim e nem sabiam falar?

Suncês hoje, homem grande, mulher grande, adulto... Às vezes fazem como curumim, têm medo como curumim, têm desejo de curumim, não têm a paciência de esperar, como os curumins também não têm.

Criança grande que emburra, sapateia e chora, mesmo sendo um homem, uma mulher. Homem grande, mulher grande, que ainda fica preso ao rabo de saia da mamá, dando trabalho, com medo de alçar voo e passar o que tiver que passar na vida, buscando o seu lugar no mundo, murecada.

Sair do ventre da mãe dói: dói na mãe, dói no filho, dói no curumim. Mas dói também se desenvolver e ser homem, mulher. Dói, murecada. Sair da casa do papá e da mamá? Como é difícil! Ou não é?! (...)

Não há erro em estar junto de papá e mamá. Caboclo não está dizendo isso. Caboclo avisa que, quem ainda está junto de papá e mamá, tenha atitude e postura de adulto. Porque, quando começa a viver com mamá, principalmente mamá... o que que mamá faz com filho adulto? Não facilita tudo? Fica mal-acostumado, não aprende a ser independente.

E os papá e mamá, eles vão envelhecendo. Não vão, murecada? E aí, depois, os filhos crescem e, ainda não satisfeitos em querer que mamá cuide deles, entregam os curumins pro papá e mamá cuidar.

Murecada, a condição do homem e da mulher crescido, adulto, é ser independente. E, antes de pensar em ter uma família, como o seu papá e sua mamá, tenha condições de mantê-la. E, quando suncê deseja muito um curumim, tenha maturidade na sua emoção, no seu sentimento, na sua razão, para ser um bom papá, uma boa mamá. E para quê também? Largar o egoísmo e viver para o filho.

É de se estranhar que, sendo um filho adulto na casa de papá e mamá, quando sai da casa se reúne com uma outra mureca, ou mureca com mureco, tenham filhos e, ainda assim, entreguem ao papá e sua mamá. É de se estranhar. Mas acontece muito. Não acontece, murecada? Por que não querem a independência. Querem, mas não querem. E, ao mesmo tempo, não querem perder a liberdade da mocidade, da vida adulta. Porque, ao ter filho, curumim no mundo, vai ter que abrir mão de muita coisa. E é onde vem o abandono dos pequeninos. Abandono emocional, que é o que dói mais.

Como que Caboclo Sete Flechas está falando sobre isso? Parece uma grande falta de entendimento de Sete Flechas? Não, murecada. Quando o Caboclo vem zincá, ele tem endereço certo pra falar.

Sete Flechas muitas vezes traz um irmão da consulência que quer falar com o Caboclo. Caboclo atende. Mas Sete Flechas não dá consultador. Então, qual é a forma que esse Caboclo usa pra dar esse consultador a sucês? Falando com todos. Se não serve para suncê, alguém entre suncês tá me entendendo.

Não existe preço no mundo de suncês, que tudo versa sobre esse pela liberdade e independência. Mas crescer, desenvolver e enfrentar a vida, assumindo tudo que a vida exige, fazer seu próprio alimento, cuidar da sua própria vestimenta, é um preço que se paga. Não é assim? Mas os filhos, quando se desenvolvem e ficam homens e mulheres, precisam, murecada, buscar a sua tribo.

Não se faz um guerreiro, com ele preso no rabo de saia de mamá. Não se faz uma guerreira também. Muitos não amadurecem, não conseguem vingar nos empregos, porque transferem essa insegurança, esse medo da vida, pro trabalho.

Independência, liberdade, condição de honrar a sua própria vida. Passar pelo que seu papá e mamá passaram, ou não. Crescer dói, mas só assim homem vira homem.

Formoso?!"