Caboclo Setel Flechas, em 26/07/2025.
"Salve Deus, meus irmãos!
Suncês estão bem? O Caboclo olha pra suncês através dos olhos do cavalo, que, mesmo cerrado, permite a Sete Flechas enxergar. E a visão de um guia ela ultrapassa o que suncê mostra — sua roupagem, seu corpo, como suncê usa o seu pelo, como suncê olha. A visão do guia ela vai pra dentro da sua alma encarnada.
Não é assim como a ciência? Quando quer investigar um corpo, não usa um instrumento científico para enxergar tudo que está dentro e não pode ser visto a olho nu? Como chama? (Raio X). Esse instrumento os guias usam: o Raio X da alma.
Suncês, quando estão bem, exalam uma energia fluídica magnética que tem cheiro. Suncês sabiam disso? Assim como a pele, quando ela é “sem banha”, cheira ruim — não é assim? Em todo lugar cheira ruim, "sem banha"; "com banha", cheira bem. O espírito, quando ele encarna num corpo, ele também tem odores, e os guias sentem: os bons e os não tão bons.
Não é só a energia que percorre a aura e todos os corpos, que os guias percebem o odor. Ou suncês acham que, no mundo dos espíritos, não sentimos cheiros, odores? Como a flor não cheira nada? Um pequeno maço de ervas não cheira nada no mundo dos espíritos? Tudo cheira, tudo tem odor. E, nos umbrais, o cheiro é terrível, como é terrível o odor das penitenciárias.
Por que Caboclo fala isso? Quando suncês adentram a terreira, os médicos, os enfermeiros nas linha de oriente, e aqui os caboclos, os guardiões, e sem contar os irmãos que vêm, como verdadeiros enfermeiros...Estão sentindo o cheiro de suncês: o bom e o não bom.
Então, Sete Flechas peça que, neste dia tão formoso, que se o seu perfume de sua alma não está muito bom, que a espiritualidade amiga, que os caboclos agora mesmo no passe possam tirar esse odor, perfumando suncês com as folhas da jurema, com os cristais manipulados, com todo o mecanismo que usam os caboclos no conhecimento da magia, da manipulação dos elementos que suncês não têm na Terra, para que suncês se perfumem, e, perfumando estando, equilibrem a cabeça. Formoso?
O Caboclo vê a palavra paz e agradece. Como que se conquista a paz, murecada? Suncês tomam remédio para acordar, remédio pra dormir, remédio pra poder comer o que quer comer, remédio pra poder tomar remédio...não é assim? Quem está nesse momento com uma bacia cheia de remédio sabe do que Caboclo fala. Então, como que tem paz quem está dopado de tanto remédio?
Alguns precisam, sim — doenças graves, como câncer e outras tantas doenças. Mas tem pessoas que dói um dedo, remédio; dói uma orelha, remédio; “eu não consigo sossegar minha cabeça”, remédio.
Tentem entender: quando suncês buscam a cura espiritual, os médicos da Terra, percebendo o equilíbrio de suncês, começam a eliminar os remédios. E o nome já diz: remédio. Ele não cura, ele remedia. Ele disfarça. Porque os que curam, também podem matar. Formoso?!"