Falangeiro de Pai Seta Branca, em 09/08/2025.
"A obra de Deus resultou no homem. Das obras de Deus na Terra, o homem certamente é a mais complexa, porque os animais, quando vêm ao mundo e brotam da energia pura de Deus, já sabem o que fazer, quando fazer e por que fazer. Cada criatura, cada espécie animal, sabe quem é seu inimigo, sabe de quem deve se defender e sabe por que será atacada e servirá de alimento para outro animal. Uma lei natural, espontânea. Uma lei que o próprio animal não questiona. A maior complexa obra de Deus é o homem, porque questiona e porque, no reino dos animais, submete os animais a ele.
E essa ligação do homem, cabeça pensante, com o reino animal, muitas vezes é carregada também de atos de violência, de tortura. E haverá de, um dia, a humanidade não se servir mais da carne do animal, nem fazer uso dele para qualquer tipo de sacrilégio. Haverá um tempo em que, de onde viemos, os animais e os homens transitarão uns com os outros em respeito e igualdade. As feras que vêm ao mundo na forma dos animais selvagens ainda vêm a este mundo porque esse mundo é esse mundo, mas em outros reinos, animais ferozes como os que vêm aqui, na Terra, não existem, porque eles também evoluíram, porque eles também dialogam com os homens em pensamento.
O homem, na Terra, desconhece, está muito longe de entender, por que Deus, o grande Arquiteto do Universo, em sua obra mais complexa, deu ao homem o direito de matar aqueles pequeninos que estão ali vivendo, só precisando respirar, procriar e ser feliz. Porque, no reino dos animais, na natureza, existe um procedimento em que as espécies vão buscando, nas outras espécies, o seu alimento por instinto e necessidade. O único animal que mata pra comer, mata só por matar, aprisiona as aves em gaiolas e jaulas e, se olharem bem, querem apenas, para seu prazer, ouvir o canto do pássaro aprisionado — como é lindo!
A falange de Francisco de Assis chama a atenção dos homens: uma das razões do seu sofrimento na Terra é a forma como o homem lida com os animais que tem diante de si. Abandonam. Torturam. Ainda comem da carne, bebem o sangue daqueles que Deus, o Arquiteto do Universo, entregou à nossa guarda.
Hoje escolhemos vir aqui dizer a todos os irmãos presentes, alertando para uma das origens do sofrimento do homem: não passará em branco nenhum homem ou mulher que façam qualquer e cometam qualquer ato de violência para com o animal. Seja mantendo-o em cárcere, amarrado pelo pescoço, guardado num canto, escondido num buraco, ou aqueles que se comprazem em deixá-los na rua, à sua própria sorte, depois de terem dado um lar a ele, dito a ele que poderia confiar na sua mão — o abandonam. Queimam, furam, cortam por maldade. E se queixam! Muitos se queixam por ver tantos animais abandonados nesse mundo.
Quem os abandonou? Os animais selvagens que estão nas matas, nas selvas, eles são selvagens e, mesmo assim, não os aprisionam? Não roubam o seu pêlo? Não roubam os seus chifres? As suas unhas? As suas patas? Devoram tudo! Estampam nas paredes suas cabeças.
A obra mais complexa de Deus é o homem. E também é a obra mais imperfeita quando se trata de sentimento por seres menores do que ele. Como se não bastasse a violência do homem para com o homem, para com as crianças, para com as mulheres, para com os idosos, ainda assim partem para a violência para com os animais. Destroem as matas. Queimam! Queimam! Pegam até o último grão.
E um dia, meus irmãos… já está acontecendo isso agora: essa Mãe-Terra vai pedir de volta o que é dela. E o homem que se acha tão importante nesse mundo tombará. E um ser muito pequeno, invisível aos olhos do homem, já matou tantos homens — e matará — que são os vírus, os fungos, as bactérias. Essa é a lei. Essa é a lei! Gostem ou não gostem, essa é a lei. E, quando a pandemia chega e os homens morrem aos montes, essa é a lei.
A vigilância sobre toda a natureza: quando cada um aqui decide cuidar de um animal em sua casa ou de uma pequena planta que seja, cuidem! Protejam! E toda a espécie animal, vegetal, toda a água, tudo o que é líquido, protejam. A todos os que me ouvem aqui, estão numa casa sempre falando em Orixá: nós não sabemos bem o que é Orixá. Mas, certamente, Orixá é algo ligado à natureza. Não falem apenas, façam, cada um aqui, a sua parte, protegendo o que esses Orixás respondem diante de Deus. Cegos estão todos os que pensam que o que andam passando no planeta Terra são inocentes, não têm parte com você nem com sua família. Têm parte, sim! Toda a humanidade está comprometida.
Nós já viemos aqui várias vezes alertá-los sobre isso. Toda a humanidade, não só do país de vocês, toda a humanidade está comprometida e não vai ter porta para fugir. Por isso, essa é a hora de repensarem seus posicionamentos diante da vida, de todos os seres vivos e diante de si mesmos. Não estão tendo mais tempo pra esperar.
As crianças estão vindo, estão nascendo e não vão parar de nascer. E elas estão vindo com um propósito maior. Tentem fazer desse mundo algo menos nefasto para que essas crianças não tenham tanto trabalho para reconstruí-lo. E os filhos, e os filhos delas.
Ninguém pensa no amanhã. Ninguém pensa no amanhã. Vivem só o hoje, o agora, daqui a cinco anos. Não pensam nas consequências dos seus próximos, dos seus herdeiros em vida. Que planeta estão deixando para eles? Reflitam, meus irmãos, nessa hora. Pode ser que, nessa hora, ninguém esteja me entendendo, mas eu já estive aqui uma vez, muito antes de hoje, para alertá-los sobre a pandemia, e volto hoje pra dizer que toda a humanidade está em perigo, sim! Não façam de conta que tudo está bem. A pandemia passou, mas o vírus continua vivo. Não cabe agora ter medo de nada. Ou se confia Naquele que trouxe cada um aqui à vida, ou não se confia. O medo destrói o homem, deixa ele mais perigoso do que já é.
Pedimos então a todos que reflitam sobre nossas palavras. Não tenham medo da vida, apenas mudem de atitude. Passem mais tempo com os seus. Deem mais atenção às suas crianças, aos idosos, conversem em família, entre amigos… a tecnologia está afundando, nós viemos falando a todos, em todas as casas que passamos, e a esse aparelho que está falando. Tecnologia tem ajudado, sim, mas a tecnologia está afastando pessoas de pessoas. Reflitam. Promovam a mudança. A cada dia que acordam, se comprometam a mudar. Não cometam erros contra os animais, os pequenos seres.
Querem uma vida melhor? Querem diminuir as provas e expiações? Mudem! A cada um, conforme a sua obra.
Salve Deus!"