Mensagem

Falangeiro de Pai Seta Branca, em 02/08/2025.

"Vamos elevar nossos pensamentos a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, para que nessa hora, que estamos aqui todos reunidos, e que a palavra nos abençoe. Já vem nos abençoando desde o momento que aqui chegamos.

Vamos olhar cada um para si mesmo nessa hora e entender que, como o filho de Deus, como o ser divino, fruto da criação de Deus, há uma centelha divina instalada dentro de cada um e que muitas vezes não é reconhecida.

Busca-se tanto o Deus da misericórdia fora de nós, quando, na verdade, ele está dentro de nós. E muitas vezes tem sido dito, de forma muito direta a cada um que aqui está, que encontre consigo mesmo e, dentro desse encontro, encontre ao Senhor de todos nós, a esse Deus maravilhoso que, apesar das nossas falhas, das nossas inquietudes, a todos nós vigília, a todos nós amor, a todos nós certeza de que estamos no caminho do desenvolvimento, da evolução espiritual.

Mas saibam, meus irmãos, que para cada um o seu tempo. O tempo de um não é o tempo do outro. Há o tempo de plantar e há o tempo de colher, mas há o tempo de se vencer os próprios obstáculos escolhidos no pretérito da existência e trazidos para o presente, nos desafiam, nos atemorizam e em alguns momentos, nos colocam em provas e expiações.

E por o homem não entender, e por o homem não ter lembrança alguma, a dor, a melancolia, a tristeza, o desespero, a fraqueza moral, ela se acentua, acentuando todas as demais fraquezas.

Possamos entender o tempo de cada um e não concorrer em disputas desnecessárias. Porque, mesmo que aqui estejam todos reunidos em nome do bom Deus e de Jesus, o Cristo, para cada um, o tempo: do entendimento, do amadurecimento e da libertação.

Ninguém poderá dizer aqui, trabalhadores da última hora, que não sabem o seu ofício, que não reconhecem porque estão aqui. Ninguém pode dizer aqui que não estão no tempo do amadurecimento, do autoconhecimento e do auto perdão, do autoamor, da autoajuda. Não poderão jamais dizer que não estão com tempo para buscar essa evolução o quanto antes...

O planeta está sob ataque. Já dissemos várias vezes aqui a todos que a Terra está em colapso, o caos está instalado, mas os trabalhadores que aqui estão, servindo ao bom Deus, aos guias espirituais, sob a egrégora das forças primárias construtoras desse planeta, representada pelos Orixás que tanto falam e cultuam e incorporam, mas que não entendem por que, não aprendem com essas forças, se omitindo muitas vezes.

O tempo não vai esperar nenhum dos senhores. Quando mal se derem em conta, já se perderam anos, como a água que se represa e vai se acumulando de tal forma com as chuvas; uma hora ela arrebenta e vai na velocidade da destruição, destruindo tudo que tem pela frente.

Assim é a mente do homem que fica armazenando, armazenando, se consumindo em pensamentos que, numa hora, em algum determinado momento, dão vazão a todos os sentimentos confusos e o ideário de desespero e aflição, e saem destruindo tudo e todos que passam à frente.

No tempo da sabedoria, o homem olha para si mesmo, vasculha a sua mente, separa o bom do ruim, não se deixa influenciar e toma decisões de cabeça erguida no tempo da maturidade.

Mas que todos aqueles que se permitem estar aqui entendam que o propósito maior é essa troca de energia que os senhores realizam a cada gira, clamando ao Senhor e às forças que aqui trabalham para que toda essa corrente se beneficie desse processo evolutivo, para que possam melhor ajudar os irmãos que aqui passam, também desencarnados.

Cada um aqui, os que estão aqui na corrente, os que estão na consulência, estão aqui de livre vontade e estão dizendo ao Pai que precisam da mudança. Mas a mudança, não o que está lá fora, mas a mudança que está dentro de cada um, que precisa ser realizado para que lá fora as mudanças reais, materiais, também aconteçam.

Reflitam, meus irmãos, o convite foi feito, a mesa foi posta. O Senhor de todos nós nos convidou a esse banquete. Escolham bem o que irão comer, o que irão beber e jamais virem os pratos que comeram ou derramem a água que ofereceram para matar a vossa sede.

Uma das dores maiores que o homem causa ao homem é através da traição e da injustiça. É através da quebra da confiança, da mentira e da deslealdade.

Ao servirem-se do banquete do bom Deus, nas oferendas que são depositadas à mesa por todas as forças espirituais que aqui trabalham, não revirem os pratos, lavem a louça no final da saída e agradeçam pelo alimento da alma que acabaram de receber.

O homem ingrato nunca estará satisfeito com nada. Dará ele tudo que ele pede e ele ainda assim quererá mais.

Não sejam então os trabalhadores de última hora aqueles que irão revirar os pratos, cuspir na mesa e sapatear em cima de quem vos ofereceu o banquete. Reconheçam de onde vem essa força. Curvem-se a ela. Jamais queiram ser como ela.

Estão num planeta em desenvolvimento, um planeta que ainda não é de regeneração. Que os bons espíritos que aqui vêm de livre vontade também possam andar com todos e que todos saibam honrar esses irmãos que aqui vêm, não só nessa casa, mas em todas as casas sérias dessa Umbanda, nesse plano terreno.

Salve Deus!"